Muito mais do que o estabelecimento de métodos, pontos de entrada, alvo ou stop de operações, cabe ao investimento definir, em termos financeiros, a composição do seu portfólio e o impacto em seu patrimônio caso suas ações não resultem conforme o planejado. E aí, você sabe definir o seu?

Deve-se priorizar, como uma das primeiras questões acerca de investimentos no mercado financeiro, o entendimento do conceito de gerenciamento de risco. Muito mais do que o estabelecimento de métodos, pontos de entrada, alvo ou stop de operações, cabe ao investimento definir, em termos financeiros, a composição do seu portfólio e o impacto em seu patrimônio caso suas ações não resultem conforme o planejado. É em valores reais que o investidor sente na pele o que o risco de suas operações, sejam em investimentos de renda fixa, variável, títulos públicos, fundos cambiais, entre outros.

Saber qual é o tamanho de uma posição de risco, o que fazer quando der errado, o que fazer quando der certo, como registrar a operação e como avaliar o ocorrido devem ser entendimentos básicos, absorvidos e praticados durante meses, muito antes de qualquer clique de mouse de execute uma operação.

Nesse contexto, percebe-se que boa parte dos players de mercado, sobretudo de pessoas físicas, sejam especuladores ou investidores, não são capazes de suportar, em termos práticos, consecutivas perdas em seu financeiro. Outras vezes, não conseguem definir claramente qual é o prazo e frequência de suas operações. O que se vê é que, mesmo compreendendo tais conceitos, muitas das vezes alocam em risco partes significantes do seu portfólio, sem, em contrapartida, reconhecer o quanto estão dispostos a tolerar psicologicamente um erro.

Ter discernimento e consciência para a escolha de um ou outro produto financeiro deve ser compreendido prioritariamente antes de qualquer investimento. Há uma indústria por trás das escolas de investimento que comercializam, em algumas ocasiões de maneira irresponsável, sonhos de riqueza, atingindo em cheio aqueles que vislumbram sucesso a curto prazo.

Ainda, há que se considerar o payoff para a alocação de recursos em renda variável, sobretudo para operações de daytrade. Conforme publicado recentemente, a idade média dos investidores na bolsa de valores brasileira é concentrada perto dos 35 anos. É de se esperar, nessa idade, que o investidor tem ou tenha tido uma profissão em paralelo, com certa experiência profissional. Sinceramente, se você tem outra profissão ou possui certo colchão de liquidez, há necessidade de colocar essa expertise ou patrimônio em jogo em busca de possíveis pequenos ganhos oriundos de trades curtos alavancados? É provável tais operações irão demandar muito do seu tempo diário, podendo te estressar mentalmente a ponto de te afastar definitivamente do mercado financeiro. O pisca-pisca de um home broker nunca pode ser mais prazeroso do que um fim de tarde na praia (que ainda é de graça!).

Escrito por: Colaborador
Membro da comunidade No Alvo que, através de artigos, busca colaborar com a consolidação de conhecimento sobre  o Mercado Financeiro.

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  • 26/07/2019 @Eduardo

    Ótima abordagem! Controle de risco é um tema importantíssimo e deveria ser mais abordado na mídia, principalmente, com foco nos recém chegados na bolsa. Parabéns pela escolha do tema.

    26/07/2019 Respondido por @Róger Morais (Moderador)

    Realmente Eduardo, um tema de extrema importância e muito pouco comentado.